Are you an artist on twitter?
Please consider this: http://davidsandumart.posterous.com/call-for-artists-2nd-twitter-art-exhibit-in-m
The first exhibit, October 21, 2010
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Tomei emprestado um céu de Magritte para o meu anjo da guarda. Esse anjo me acompanha desde a infância. Não sei se foi um presente para mim ou para minha irmã, mas me lembro dele pendurado em meu berço. Cresci e ele passou a participar das minhas brincadeiras de criança e depois foi guardado por anos e anos, dentro de uma caixa na companhia de outros objetos estimados. Mudei de cidade e o anjo também. Fui para outra cidade e o anjo também. Imitando a vida, uma asa quebrou. Voltei para minha cidade e ele comigo. “Todas as coisas visíveis deste mundo estão sob a guarda de um anjo”, escreveu Santo Agostinho. E, assim é comigo: um anjo da guarda, uma asa quebrada e eu.
Documentário sobre o Projeto Minas Raízes da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais, uma integração entre a universidade e a sociedade.
Esta é a sede da Sociedade Musical e Cultura 22 de Maio de Ubá, Minas Gerais. Em novembro de 2010 a conheci em obras, com a promessa de estar pronta em dezembro de 2010. Voltei a Ubá neste fim de semana e, curiosa, fui ver como estava. Encontrei a sede quase pronta. Amanhã será a inauguração, me diz o simpático Célio Rocha, um ubaense que se entusiasmou com minhas fotografias de sua cidade. Dentro da edificação os últimos retoques para a festa de amanhã. ‘Seu’ Idalino e Luis, orgulhosos, me apresentaram a sede e posaram ao lado do móvel por eles restaurado. Amanhã, também será inaugurada uma estátua do ex-vice Presidente da República José Alencar, benemérito da Sociedade Musical. A estátua foi feita em bronze e em tamanho natural pelo artista plástico Wellington Fernandes. Em minha próxima ida a Ubá teremos a fotografia da sede com a presença de nosso ex-vice presidente imortalizado pela arte.
Novembro de 2010
Maio de 2011
‘Seu’ Idalino e Luis
Ladrilho hidráulico
Revendo, renovando e preparando as aulas sobre História da Arte que recomeçam hoje, me lembrei de uma obra divertida de um irreverente artista inglês. Uma obra de arte rupestre, pré-histórica, um homem das cavernas com um carrinho de compras foi pendurada nas paredes do Museu Britânico, em 2005. A pedra foi colocada ali pelo artista Banksy, que já colocou obras em galerias de Londres e Nova York. A obra passou despercebida por três dias. Banksy também pendurou um aviso dizendo que a arte rupestre mostrava “o homem primitivo se aventurando pelas terras de caça fora de sua propriedade.” E dizia: “Este exemplo de arte pré-histórica, muito bem conservada, data da era pós-catatônica.” O Museu Britânico elogiou a forma como a rocha estava colocada e a explicação anexada à obra, “muito similar” às outras peças expostas.
O artista responsável é conhecido por ter criado um corpo substancial de trabalhos na Inglaterra sob o nome Banksymus Maximus, mas pouco mais se sabe sobre ele. Banksy é conhecido como um artista de rua, que cultua em suas obras, carregadas de conteúdo social, a sátira ao conceito de autoridade e à sociedade moderna.
Ele começou colocando sua própria arte na Tate Britain, em Londres, em outubro de 2003, não foi notado até que a obra caiu no chão e fez o mesmo em quatro galerias de Nova York.
Um porta-voz de Banksy disse que, sorrateiramente, ele colocou o trabalho no Museu Britânico, em uma segunda-feira e este foi encontrado apenas na quarta-feira. Na época, ele promoveu um concurso em seu site, para os fãs publicarem suas fotografias tiradas com a obra, oferecendo um carrinho de compras como prêmio.
Banksy exibe a obra em outras exposições com este aviso ao lado: “A título de empréstimo do Museu Britânico”.
Mais informações sobre o artista no site http://www.banksy.co.uk/
Nas tradicionais arrumações de final de ano encontrei um pequeno tesouro guardado. Trabalhos de alunos de Design Gráfico da UEMG, quando o curso ainda era conhecido como ‘Programação Visual’, em 2003. São obras de arte de Tarsila do Amaral, Roy Lichtenstein, Vincent Van Gogh, Escher, Miró e a arquitetura de Gaudi, com suas chaminés especiais, um problema para Papai Noel…, revisitadas pelo espírito de Natal.
Thiago de Oliveira Muniz – PV/UEMG/2003 Tarsila do Amaral, “Abaporu”, 1928 Tiago Gamaliel – PV/UEMG/2003 Roy Lichtenstein Ruy Adorno – PV/UEMG/2003 Roy Lichtenstein João Vitor Magalhães Paulino Pereira – PV/UEMG/2003 Vincent Van Gogh, “The Starry Night”, 1889 Rafael Roisa de Abreu – PV/UEMG/2003 Antoni Gaudi, Casa Milá “La Pedrera”, Barcelona, Espanha Juliano Augusto – PV/UEMG/2003 M. C. Escher, “Hand with Reflecting Sphere”, 1935
Irene Christinne – PV/UEMG/2003
Joan Miró, “Ballerina”, 1925
Na Bethlehemskirchplatz, uma praça na Mauerstrasse em Berlim, encontrei uma obra de arte que despertou minha curiosidade. Ao vê-la pela primeira vez, à noite, não tinha idéia do que era, vi apenas uma grande bola com vários objetos unidos por uma corda. Observando-a melhor no dia seguinte, pela manhã, identifiquei alguns objetos: uma escada, cadeiras, bancos, vasos, regador, vassoura. Todos amarrados por uma corda à bola feita de um material que tem a aparência de um tecido rústico. O que seria aquilo? Que artista teria criado aquela obra? Por que estaria ali? Estava ali temporariamente ou estava destinada àquele lugar? Fui à procura de respostas para as minhas perguntas.
O nome da escultura é Houseball, foi criada pelos artistas Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen e foi instalada, em 1996, no mesmo lugar onde em 1735 construíram uma igreja, Bethlehemskirche, destruída na Segunda Guerra Mundial. A igreja foi construída por imigrantes da Boehmia, uma região histórica da Europa Central que hoje é parte da República Tcheca. Houseball é um símbolo dos poucos pertences domésticos trazidos por esses imigrantes que deixaram sua terra natal católica, foram viver no exílio por serem protestantes e estabeleceram-se nesta área no século XVIII.
A planta original da igreja, com um diâmetro de cerca de quinze metros, está marcada com tijolos no pavimento da praça, ao lado da escultura. A praça recebeu este nome, Bethlehemkirchplatz, em 1999, em homenagem à igreja.
Houseball, Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen, 1996. Aço inoxidável, plástico reforçado com fibra de juta, espuma de poliuretano e policloreto de vinila (PVC), pintada com gelcoat, 8,40 m x 7,40 m.