Tomei emprestado um céu de Magritte para o meu anjo da guarda. Esse anjo me acompanha desde a infância. Não sei se foi um presente para mim ou para minha irmã, mas me lembro dele pendurado em meu berço. Cresci e ele passou a participar das minhas brincadeiras de criança e depois foi guardado por anos e anos, dentro de uma caixa na companhia de outros objetos estimados. Mudei de cidade e o anjo também. Fui para outra cidade e o anjo também. Imitando a vida, uma asa quebrou. Voltei para minha cidade e ele comigo. “Todas as coisas visíveis deste mundo estão sob a guarda de um anjo”, escreveu Santo Agostinho. E, assim é comigo: um anjo da guarda, uma asa quebrada e eu.



que lindo! *-*
Obrigada Vanessa!
Simplesmente, sensacional.
Quanta poesia neste dia, Flor do Dia!
A inspiração veio do anjo da guarda! Obrigada Michelzinho!
Esse anjinho era meu…