A História da Arte e A Arte em Estúdio
℘Adriana Piantino
Vincent van Gogh, A Noite Estrelada, 1889
‘A Noite Estrelada’, paisagem vista da janela do quarto de Van Gogh no sanatório de Saint-Rémy de Provence, revela a maneira como ele pintava. Van Gogh pintava o que sentia, para ele as cores representavam o seu estado de espírito. Em suas obras podemos observar uma grande tensão emocional, o que de certa maneira nos aproxima tanto dele.
A história de cada um é completamente diferente da história do outro. Mas, o fato de estar confuso sobre sua existência, ser tão incompreendido, e a dramaticidade somada a essa inconstância emocional e aliada a questões existenciais, nos leva a associar Van Gogh às angústias que atormentam os seres humanos em qualquer época e, em especial, o número de pessoas que sofrem com a solidão, competição e ansiedade impostas pelo mundo atual.
Além disso, as cores vibrantes e o amarelo característico de Van Gogh representam um estado de espírito que reverbera em mim, o amarelo me traz alegria, vivacidade e criatividade. Assim, incluo a cor em meus acessórios pessoais, na decoração do meu espaço de criação e também em alguns ambientes da minha casa. Me admira muito o fato de como ele foi inovador ao perceber a associação das cores ao estado de espírito. Hoje o estudo sobre a psicologia das cores analisa a mudança que essas provocam nas emoções, sentimentos e ainda na criação de desejos das pessoas. Por esses motivos, Van Gogh é tão especial para mim e, por isso, foi a minha escolha para a releitura.
