A História da Arte e A Arte em Estúdio
℘ Bárbara Lempp
Edward Munch, O Grito, 1893
Estamos vivendo em um período sombrio devido à pandemia COVID-19. Não sabemos muito bem de onde ela surgiu, como ela surgiu, o porquê dela existir na Terra, mas sabemos que é uma doença silenciosa, que vem tirando muitas vidas ao redor do mundo e mudando completamente o nosso estilo de vida. Isso gera uma angústia. Gera um medo e a incerteza do que virá no dia seguinte, do que será de nós, da nossa família, de nossos amigos, de nossa cidade, de tudo. Gera questionamentos sobre o porque de estarmos passando por isso tudo. Será isso uma providência divina? Será isso uma consequência do modo de vida desenfreado que o ser humano vêm tendo nos últimos anos? Será uma “arma” feita pelos outros países? Será… Será??? Não sabemos como será o dia de amanhã e — para se juntar ao time da angústia —, passamos também por incertezas políticas, raiva, desespero…
Então, a palavra que uso para definir o que eu tenho sentido ultimamente é a angústia. Me lembrei imediatamente do quadro de Edvard Munch — O Grito —, que é uma obra expressionista que revela muitas características do pintor norueguês: a força expressiva de suas linhas, a forma de reduzir as suas formas e um uso característico e único de cores, onde na maioria de suas obras, e principalmente por Munch sintetizar muito bem os sentimentos, as expressões e os conflitos psicológicos do ser humano e passar tudo isso para suas obras.
Em minha releitura, quis copiar a forma de alguém em desespero (eu mesma), sentindo a dor da angústia, que é reforçada com a frase em alemão “Eu vivo em angústia” (Ich lebe in Angst), gerando a expressão de pânico e consequentemente um grito. A figura principal do quadro está no meio de uma cidade, com seus arranha-céus, reforçando a solidão e incerteza que a pessoa vem passando.
